Budō é uma forma de cultura japonesa que tem suas origens na antiga tradição de bushidō – literalmente, “o caminho do guerreiro”. Os praticantes de budō desenvolvem habilidades marciais técnicas enquanto se esforçam para unificar a mente, a técnica e o corpo; para desenvolver seu caráter; para aprimorar seu senso de moralidade; e para cultivar um comportamento respeitoso e cortês. Assim, se praticados com firmeza, esses traços admiráveis tornam-se intrínsecos ao caráter do praticante. As artes do Budo servem como um caminho para a auto-perfeição. Essa elevação do espírito humano contribuirá para a prosperidade e harmonia social e, em última análise, beneficiará as pessoas do mundo.
Kendō é a prática da esgrima japonesa em que os praticantes vestem o kendo-gu (armadura protetora) e portam um shinai (espadas de bambu) para lutar um contra os outros.
No entanto, o kendo é um budo (caminho marcial) que visa forjar a mente e o corpo dos praticantes e facilitar o desenvolvimento do caráter através da keiko (prática) contínuo.
Iaidō é derivado de métodos de uso do nihonto (espada japonesa) que surgiram no período Muromachi (1333-1573). O objetivo do iaido é aprender a desembainhar a espada em um instante para vencer um agressor. É um “Caminho” no qual os praticantes procuram treinar a mente e o corpo através do desenvolvimento de uma apreciação espiritual da relação entre a vida e a morte, o movimento e a quietude.
A conexão com o kendo é muito próxima, e diz-se que iaido e kendo são dois lados da mesma moeda.
Jodō é uma arte de combater contra o uso de uma espada japonesa através do manuseio de um jo (bastão de madeira) de 128 cm de comprimento e 2,4 cm de diâmetro. Mais do que apenas para atacar, o jo é usado para controlar o oponente em resposta aos seus movimentos principalmente contra a ação de ataque da espada japonesa.
Budō, as formas marciais japonesas, têm suas origens no antigo espírito marcial do Japão. Ao longo de séculos de mudanças históricas e sociais, essas formas de cultura tradicional evoluíram de técnicas de combate (jutsu) para formas de autodesenvolvimento (dō).
Buscando a perfeita unidade de mente e técnica, o budō foi refinado e cultivado em formas de treinamento físico e desenvolvimento espiritual. O estudo do budō incentiva o comportamento cortês, avança a proficiência técnica, fortalece o corpo e aperfeiçoa a mente. Os japoneses modernos herdaram valores tradicionais através do budō, que continuam a desempenhar um papel significativo na formação da personalidade japonesa, servindo como fontes de energia e rejuvenescimento ilimitados. Como tal, o budō atraiu forte interesse internacional e é estudado em todo o mundo.
No entanto, uma tendência recente de paixão apenas pela habilidade técnica, agravada por uma preocupação excessiva com a vitória, é uma grave ameaça à essência do budō. Para evitar qualquer possível deturpação, os praticantes do budō devem se envolver continuamente em auto-exame e se esforçar para aperfeiçoar e preservar essa cultura tradicional.
Dentre os princípios devemos destacar que o praticante seja, competindo em uma partida ou fazendo formas definidas (kata), devem sempre buscar externalizar o espírito do budō ataravés da cultura da espada. Eles devem fazer o melhor que puderem em todos os momentos, vencendo com modéstia, aceitando a derrota graciosamente e exibindo constantemente autocontrole.
Além disso, os professores de budō devem sempre encorajar os outros a também se esforçarem para melhorar a si mesmos e treinar diligentemente suas mentes e corpos, enquanto continuam a aprofundar sua compreensão dos princípios técnicos do budō. Os professores não devem permitir que o foco seja colocado em ganhar ou perder na competição, ou apenas na habilidade técnica. Acima de tudo, os professores têm a responsabilidade de dar o exemplo como modelos.
“Cultivar, por meio do Budō, seres humanos íntegros e resilientes, unindo técnica marcial, disciplina interior e respeito mútuo. Buscamos transmitir os princípios do Budō não apenas como prática física, mas como caminho para o autoconhecimento e a harmonia coletiva.”
“Ser reconhecido como um espaço onde a tradição do Budō se encontra com a inovação pedagógica, formando praticantes que honram o passado, inspiram o presente e constroem um futuro ético e compassivo – dentro e fora do dojo.”
Respeito (Rei):
Excelência Técnica e Humana (Shugyo):
Integridade (Makoto):
Comunidade (Kyōtō):
Consciência (Zanshin):
Gratidão (Kansha)
基本の中に道あり
(Kihon no naka ni michi ari)
“Dentro do básico está o caminho”